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Bilinguismo: Presença de Duas Línguas na Educação dos Surdos

Aline Crociari      segunda-feira, 24 de julho de 2017

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Bilinguismo surgiu a partir da década de 1970 por meio dos estudos realizados sobre a importância da Língua de Sinais, que passou a vigorar novamente como elemento primordial para a educação e o desenvolvimento da criança surda, surgindo a ideia de uma proposta de ensino bilíngue.

O surgimento do Bilinguismo comprovou a ineficácia do Oralismo e da Comunicação Total e passou a valorizar de forma completa a língua de sinais, reconhecendo o surdo como diferente e não como doente.

O Bilinguismo possui como pressuposto básico a ideia de que o surdo deva adquirir a língua de sinais, como primeira língua e, como segunda língua aquela que é a oficial do país, tornando-se bilíngue. Esta aquisição deve ocorrer por meio do convívio da criança surda com os adultos que dominam a língua de sinais.

Os surdos que possuem familiares ouvintes faz-se necessário que a família também aprenda a língua de sinas para que a criança possa ter sucesso na aquisição da mesma, utilizando-a em sua comunicação.

Para os bilinguistas, o surdo pode aceitar e assumir sua surdez; o que não significa que a aprendizagem da língua oral não seja relevante.

Este aprendizado é considerado, mas não é visto como único objetivo educacional, nem como uma possibilidade de minimizar as diferenças causadas pela surdez, uma vez que os estudos no âmbito da filosofia bilíngue compreendem o surdo como membro de uma comunidade linguística diferenciada, destacando suas particularidades, sua língua, sua cultura e sua forma de agir e pensar.

Existem duas formas básicas no Bilinguismo: a primeira envolve o ensino da língua oficial do país concomitantemente à aquisição da língua de sinais e a segunda caracteriza-se pelo ensino da língua do país, somente após a aquisição da língua de sinais.

Nos últimos anos está sendo repensada a concepção sobre os sujeitos surdos, as considerações sobre sua língua e as definições sobre as políticas educacionais.

Os surdos passam a ter um papel fundamental em sua educação na medida em que a Língua de Sinais passa a ser respeitada como sendo própria de uma comunidade, por expressarem ideias, sentimentos e ações.

Tradicionalmente supunha-se que a única forma de adquirir uma língua era somente por meio da oralidade, aspecto do qual carecem os surdos.

Porém, o caráter errôneo desta conceitualização tradicional, foi se desmistificando a partir da utilização da língua de sinais, que também são estruturas linguísticas que apresentam características assim como a língua oral.

A língua de sinais era conhecida somente pela comunidade surda, porem, como o passar do tempo passou a despertar o interesse de educadores e linguistas de todo o mundo, por ser um instrumento valioso que auxilia na comunicação para com o mundo, além de contribuir para o aprendizado da língua portuguesa.

Por ser considerada uma língua, é imprescindível que os professores reconheçam a Libras como primeira língua do surdo e se conscientizem de que este faz parte de uma comunidade linguística diferenciada.

A língua de sinais teve sua origem, da mesma maneira que a língua oral, a partir da necessidade pontual dos indivíduos de utilizarem um sistema linguístico que permitissem expressar as ideias, os sentimentos e as ações.

Sendo assim a língua de sinais preenche as mesmas funções que a língua falada tem para os ouvintes e deve ser adquirida na interação com usuários dela fluentes, por meio do envolvimento das crianças surdas em práticas discursivas.

Bilinguismo

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Educação Especial é o foco. Aline Crociari é Pedagoga Habilitada em Deficiência Intelectual, Especialista em Educação e Reabilitação de Surdos, Psicopedagoga Institucional.
Mestre em Educação Escolar, há mais de 15 anos trabalhando ,com Educação Especial, cria o site  "A Educação Especial" buscando disseminar conhecimentos sobre o tema, sempre em perspectiva inclusiva.

 

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