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Oralismo: Defesa da Fala na Educação dos Surdos

Aline Crociari      segunda-feira, 24 de julho de 2017

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Oralismo foi instituído em 1860, em função dos avanços tecnológicos que contribuíam para a aprendizagem da fala pelo surdo.

Tendo como argumento a necessidade de que as crianças surdas obtivessem amplo acesso a educação, foi determinado que as mesmas deveriam frequentar escolas próximas a sua residência, sendo educadas a partir da oralidade, da escrita e utilizando como apoio o alfabeto digital.

Com o surgimento do Oralismo, uma gama de profissionais pautou seus trabalhos no ensino da língua oral para os surdos, surgindo assim à interpretação de que o uso da língua de sinais trazia danos para os mesmos.

A abordagem oralista enxerga a surdez como uma deficiência que deve ser minimizada por meio da estimulação auditiva, rejeitando a gestualização, e a língua de sinais, levando o surdo a integrar-se na comunidade de ouvinte e a desenvolver uma personalidade como a de uma pessoa que escuta, pois busca fazer uma reabilitação em direção à normalidade.

No Oralismo, a crença está no fato de que ao dominar a língua oral, o surdo esteja preparado para sua inserção na comunidade ouvinte.

A prática do Oralismo se resumia em: técnicas de treinamento, aparelhos auditivos, leitura labial, próteses, implantes, cirurgias, articulação da fala, exames clínicos e aquisição de vocabulário.

Porém, ao priorizar o aprendizado da língua oral na educação dos surdos, são esquecidos aspectos cognitivos, emocionais e afetivos importantes para o desenvolvimento infantil dos mesmos.

A deficiência faz da criança um ser humano que apresenta possibilidades diferentes e, por este motivo não deve ser compreendida como algo que falta, uma vez que existem distintas formas de desenvolvimento e é por este motivo que o diagnóstico e o planejamento educacional deve ser norteado por meio das potencialidades e não pela oralidade.

 Estudiosos da área, afirmam que com o Oralismo foi destruído o direito que o surdo possuía de aprender, de se desenvolver e de construir sua própria identidade, enquanto sujeito que participa e se posiciona em uma sociedade legitimada por atitudes preconceituosas.

 A oralização procurou colocar o surdo no mundo dos ouvintes, o que ocasionou por parte dos mesmos uma grande insatisfação já que o não uso da língua de sinais negava suas identidades, educação e cultura.

Apesar do Oralismo tendo perdurado durante todo o século XX até a década de 1960, determinando a proibição da Língua de Sinais, é importante destacar que ela continuou viva nos encontros entre os surdos, contribuindo para a formação de comunidades surdas que a utilizavam para se comunicar.

VOCÊ SABIA QUE: Em 1880 ocorreu em Milão o Congresso Internacional de Educadores de Surdos, no qual foi votado o método que deveria ser utilizado na educação dos mesmos. Na ocasião venceu o Oralismo, tendo como um dos principais defensores Alexander Graham Bell, inventor do telefone. A mãe de Alexandre Graham Bell era surda desde a adolescência, e seu pai era especialista em problemas auditivos e instrutor de deficientes auditivos. A família era conhecida tradicionalmente por treinar pessoas com deficiência auditiva e trabalhar com a correção da fala. Alexandre Graham Bell casou-se com Mabel, filha de um importante empresário e advogado que ficou surda aos quatro anos de idade, em consequência de uma escarlatina. Ela já era adolescente quando Graham Bell começou a treiná-la para falar, se tornando anos mais tarde seu marido. 

Oralismo

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Educação Especial é o foco. Aline Crociari é Pedagoga Habilitada em Deficiência Intelectual, Especialista em Educação e Reabilitação de Surdos, Psicopedagoga Institucional.
Mestre em Educação Escolar, há mais de 15 anos trabalhando ,com Educação Especial, cria o site  "A Educação Especial" buscando disseminar conhecimentos sobre o tema, sempre em perspectiva inclusiva.

 

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